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Por ordem de apresentação:

• PROJETO “PAU E LATA”: EXPRESSÃO MUSICAL E PRÁTICA CULTURAL PARA UM AMBIENTE SUSTENTÁVEL. O “ Pau e Lata” é um projeto artístico-pedagógico que promove a educação musical associada ao diálogo sobre as responsabilidades ambiental, social e cultural com o objetivo de contribuir no processo de formação para a cidadania. A construção do conhecimento rítmico-musical acontece no processo de criação dos instrumentos reaproveitando materiais diversos e por meio da pesquisa sonora. As latas e tambores plásticos reciclados são instrumentos musicais nos quais os integrantes dos núcleos percussivos executam as células rítmicas. O repertório é composto por diversos ritmos como: maracatu, coco de roda, ciranda, afoxé, reggae, samba, samba reggae, rap e funk.

O “Pau e Lata” surgiu em Maceió, criado pelo educador Danúbio Gomes e atualmente desenvolve vivências de construção rítmica, aulas-espetáculo e shows em parceria com instituições públicas, privadas e ONGs no Rio Grande do Norte e em outros estados. Em Natal, o projeto possui núcleos de educação musical na Escola Municipal Djalma Maranhão, em Felipe Camarão; na Escola Municipal Professora Mareci Gomes, no Passo da Pátria; e na UFRN. Desenvolve atividades com crianças, adolescentes e jovens em alguns municípios do Rio Grande do Norte como São Paulo do Potengi, Mossoró, Lajes e Pedro Velho, além de duas cidades do estado de Alagoas. A partir de 2000, o “Pau e Lata” tornou-se um projeto de extensão do Departamento de Artes/Deart da UFRN, coordenado pela professora Valéria Carvalho. Realiza atividades semanais de preparação vocal, expressão rítmica e corporal, além de encontros pedagógicos e conta com a participação de alunos, funcionários e comunidade. Em 2009, realizou o II Seminário de Extensão e Democratização da Cultura - A Percussão em Prática Coletiva, um Caminho Para uma Educação Musical Como Ação Sócio-Cultural e Política, durante XV Feira de Ciência e Tecnologia - CIENTEC/UFRN, com participação dos integrantes de todos os núcleos do “Pau e Lata”. No encerramento do evento promoveu o Kizombandando - um encontro de percussionistas e intervenção musical dentro da programação cultural da XV Cientec. Desde 2004, no Núcleo da Escola Municipal Djalma Maranhão realizam-se atividades com alunos do ensino fundamental e EJA, contando com a participação de ex-alunos e jovens da comunidade. A cada ano reabrem-se inscrições para entrada de novos participantes. Os encontros acontecem três vezes na semana durante o intervalo entre os turnos da manhã e da tarde. O objetivo é incentivar o envolvimento dos alunos em uma atividade lúdica, visando desenvolver a expressão artística e contribuindo para um melhor desempenho escolar. Como conta a Lilian Carvalho, coordenadora do núcleo, no primeiro momento, há uma apreciação visual do material utilizado e questiona-se ao grupo se os objetos são realmente instrumentos. Em seguida, conversa-se sobre a reciclagem do lixo, da sucata e o reaproveitamento de materiais e sobre os motivos da escolha destes instrumentos e não de outros instrumentos “convencionais”. Iniciam-se então as atividades relacionadas à percepção, produção e improvisação do ritmo, com jogos rítmicos e corporais, exercícios de improvisação, entre outros. Para produção do repertório do Núcleo Djalma Maranhão, começamos com o rap. Trabalhamos também os ritmos da cultura africana disseminados na nossa cultura, como o coco, o afoxé e o maracatu, além do Quilombo, que é uma releitura da composição trazida do grupo Oficina AFRO, de São Luiz/MA. Ritmos nacionalmente conhecidos e disseminados, como o funk eo samba-reggae e a Sambadinha que foi composto pelos próprios alunos do núcleo.

O núcleo da UFRN do Pau e Lata participou do Fórum Social Mundial em Belém/PA em janeiro de 2009, realizando uma vivência musical e estreando o espetáculo SINFEIRIA, uma pesquisa sonora inspirada nas feiras livres incorporando arranjos de composições consagradas como o Trenzinho Caipira de Villa Lobos, Bolero de Ravel e ritmos afro-brasileiros como maracatu, coco de roda e afoxé. Também em 2009, o projeto promoveu o I ECOAR, um evento com intervenções, vivências e instalações ambientais no Departamento de Artes/UFRN. Os ensaios rítmicos do Núcleo da UFRN são abertos à comunidade para jovens e adultos e acontecem na Praça Cívica do campus da universidade. As datas e horários deste ano serão definidos a partir do início do semestre letivo. Para participar ou saber mais envie um e-mail para: pauelata@gmail.com ou acesse o site: pauelatarnn.blogspot.com/

 

• COLETIVO QUIZUMBA! "VOCÊ VAI APRENDER, UM DIA, UMA LIÇÃO QUE NÃO FALHA: NEM SEMPRE FUGIR É COVARDIA, ÀS VEZES É ESTRATÉGIA DE BATALHA." (fala do personagem Benedito retirada do texto Quizumba!)  Partindo de histórias das vidas do Mestre Pastinha e de Zumbi dos Palmares, Quizumba! narra a trajetória de dois meninos que, aprendendo a equilibrar covardia e valentia, transformam-se em guerreiros. Em Quizumba! duas histórias se entrelaçam: a do menino Pastinha e do menino Francisco. Pastinha é um menino baiano do começo do século XX que vê sua passagem por uma determinada rua impedida por outro rapaz, que sempre acaba batendo nele. Um dia, vendo a cena por uma janela, o velho mestre Benedito convida o menino a aprender um jeito de se defender.

Durante o aprendizado, ensinando-o a equilibrar covardia e valentia, mestre Benedito conta a história de Francisco, o Zumbi dos Palmares. Envolvendo outras vozes: narradoras, soldados, batalhões, um padre, lavadeiras e escravos, a trajetória do menino Francisco é apresentada, envolvendo História e ficção, desde seu seqüestro de um quilombo,quando criança, passando pela sua adoção por um padre e seu espírito de busca que o faz procurar sua origem. Assim, Pastinha vai ouvindo e contestando, criando sua própria história. Os temas centrais são: a resistência e a luta.

 

Benedito, um velho africano, um Griot, vai desvendando que covardia e valentia têm várias formas de se mostrarem. O capoeirista: espera, observa, luta, se esconde, se esquiva, foge; assim também fizeram os de Palmares e de outros quilombos. Assim muitas vezes a cultura africana se guardou. Não podemos aceitar que a realidade é imutável, precisamos procurar estas várias formas de lutar e de transformar o mundo. Todo o espetáculo é estruturado no andamento de uma roda de capoeira, num misto de jogo, dança e teatro. O uso da rima fortalece o caráter oral e mítico-narrativo que se completa no diálogo com músicas originais e outras da cultura popular. Para acessar a página do coletivo, basta clicar aqui: http://coletivoquizumba.blogspot.com/

 

• GRUPO SHANDALA é um projeto musical composto por oito integrantes, que por si só formam um mosaico que demonstra a proposta desse grupo: promover uma mistura, uma singularidade sonora de melodias e ritmos brasileiros. Alicerçados pela riqueza rítmica existente no Brasil, o Shandala lança mão de ritmos tais quais: o samba, o baião, a ciranda, as toadas de boi, o cavalo-marinho, o maracatu, tendo-os como base para uma pincelada de elementos da musica nômade: a árabe, a espanhola, a cigana. Enfim, a musica do mundo. Todas/os as/os seus componentes são ou foram alunos do Campus de Assis da UNESP.

 

• GRUPO DE DANÇA AFRO “XICA DA SILVA”, cujas componentes são todas de Lins, sob a coordenação de Maria Aparecida Saldanha Rosa Gonçalves, presidenta do Conselho Municipal de Desenvolvimento da Comunidade Negra.

 

• RAIZARTE – PEC. O Raizarte surgiu com a proposta de Tula Pilar e seus filhos há 11 anos para promover Saraus, sua própria arte e agregar novas trocas e culturas. O Ponto de Encontro e Cultura (PEC) acontece às segundas-feiras nas sede da revista OCAS com o intuito de ampliar e promover trocas de arte, cultura e saberes das pessoas que ali freqüentam, sendo elas em situação de rua ou não. Esta parceria surgiu com a participação do Raizarte nos Saraus do PEC que acontecem toda última segunda-feira do mês, e assim a idéia de expandir os locais de atuação, novas propostas foram surgindo, como o de realizar um desses Saraus no Fórum Regional de Educação Popular. O intuito é promover um Sarau neste espaço com trocas e apresentações livres e espontâneas das pessoas presentes que queiram trocar sua arte: poesia, música, dança, cenas, etc.

 

• JORGE ANDRÉS SALINAS. Professor, compositor e cantor da grande Buenos Aires, Argentina. Apresentando seu disco solo “Nuevo Lago” [http://www.nuevolago.com.ar/].

 

• ORQUESTRA DE VIOLEIROS LINENSE. Por ser um amante da viola e apaixonado pela música sertaneja raiz, Seu Arnaldo convidou amigos violeiros para formar uma orquestra. Todos os consultados gostaram da idéia e o grupo se reuniu em sua casa. Assim começaram os ensaios e deu certo. Desde sua primeira apresentação pública, aos 10 de abril passado, a orquestra não parou mais de se apresentar. Já tocaram, além do Município de Lins, também em Sabino e Guaiçara. Tocaram, ainda, em sessão da Câmara Municipal, no CSU, no SABAL, na Praça Frederico Ozanan, em shows que o locutor Munhoz realiza e em várias outras localidades. Por onde passa, a orquestra é muito bem recebida e aplaudida. O grupo é formado por dezessete músicos locais, dos quais quatorze violeiros e três vocalistas, que tocam melodias sertanejas. Seus responsáveis são os músicos José Arnaldo da Silva (fundador e presidente) e Vandir Cardoso.

 

• GRUPO MERGULHATU. A partir das Oficinas de Ritmos Brasileiros que ocorrem no Ponto de Cultura Galpão Cultural, na cidade de Assis (SP), pessoas se reuniram, consolidando um grupo disposto a estudar, cantar, tocar e dançar um Brasil pouco conhecido. O Grupo Mergulhatu é então o resultado de parcerias, vivências e brincadeiras. Um grupo de almas dançantes que se apaixonaram em algum momento pelas manifestações populares tradicionais brasileiras. Brincantes que ocupam as praças, parques e ruas das cidades com muita música, dança, canto e encanto.

 

• CIRCO. Casa de Cultura e Cidadania. Os alunos do projeto apresentarão números de malabarismo, equilíbrio, elasticidade, esquetes cômicos, entre outros. Responsável: Paulo Sérgio Ondei [professor de artes circenses – Lins (SP)].

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